Primeira cooperativa de pecuária de MS projeta economia recorde de R$ 10 milhões aos produtores em 2026
Com modelo de compras coletivas, Novilho Coop já poupou mais de R$ 7,4 milhões aos pecuaristas apenas neste ano; nutrição animal e genética lideram os ganhos
A união faz a força e, no agronegócio sul-mato-grossense, também garante a margem de lucro. A Novilho Coop, operando junto ao Sistema Novilho Precoce como a primeira cooperativa de pecuária de Mato Grosso do Sul, está redefinindo a forma como os produtores rurais adquirem seus insumos. Com uma estratégia robusta focada em compras coletivas, a cooperativa projeta gerar uma economia impressionante de R$ 10 milhões para seus cooperados até o final de 2026.
Os números refletem o poder da organização de demandas e do ganho de escala. Em vez de atuarem de forma isolada, negociando pequenos volumes, os pecuaristas reúnem suas necessidades. O resultado é um aumento expressivo no poder de barganha junto ao mercado fornecedor. Segundo o relatório da Cooperativa, apenas na base disponível de 2026, a movimentação já se aproxima de R$ 39 milhões. Sem as negociações em grupo, esse valor chegaria a R$ 46 milhões. A diferença gera uma economia estimada de aproximadamente R$ 7,4 milhões, ou seja, cerca de 74% da meta anual já foi atingida.
Raio-X da Economia nas Propriedades
O balanço mostra claramente onde os produtores estão deixando de gastar. Tomando como base os R$ 7,1 milhões economizados no ano anterior (2025), a distribuição das margens ocorre da seguinte forma:
Nutrição animal e coprodutos: Representam a maior fatia, poupando R$ 4,2 milhões e respondendo por 59% da economia gerada.
Genética bovina: Segunda maior fonte de ganhos, garantindo R$ 2,3 milhões a menos em gastos, com 33% de participação.
Outros insumos (8%): Saúde animal, identificação, sementes e formação de pastagens somam R$ 600 mil economizados no período.
Um salto sustentável em relação a 2025
O sucesso das compras conjuntas ganhou tração acelerada. No ano passado (2025), o Sistema Novilho Precoce movimentou cerca de R$ 26 milhões nessa modalidade. Se os produtores tivessem comprado os mesmos itens de forma avulsa, o custo total bateria a marca dos R$ 33 milhões, consolidando a economia de R$ 7,1 milhões que impulsionou a meta ainda mais audaciosa para este ano.
“O ganho econômico decorre da organização de demandas, do aumento de escala e da negociação coletiva. O indicador representa custo evitado direto em comparação com os valores de mercado”, destaca o superintendente da Associação, Alexandre Guimarães. Ele ainda explica que a maior parte desse montante é poupada diretamente no cocho, através da negociação de nutrição animal, insumos cujos preços sofrem forte volatilidade e impactam severamente o custo de produção da arroba.
Para bater os R$ 10 milhões projetados para 2026, a Novilho Coop aposta na intensificação dos trabalhos neste segundo semestre. Faltam cerca de R$ 2,6 milhões em economia, que devem ser garantidos pela continuidade das campanhas de insumos e pela ampliação do número de cooperados que aderem ao modelo.
Além disso, o planejamento prevê a entrada de novas demandas e categorias com forte potencial de negociação em escala. Em um cenário onde as margens da pecuária de corte exigem máxima eficiência da porteira para dentro, o sistema mostra que a cooperação da porteira para fora pode ser o fator decisivo para elevar a rentabilidade no campo.


